Fórum debate legislação ambiental e desenvolvimento florestal
18/03/2010
noticias
Debate e exposições ocorreram durante a realização do 2 Fórum Florestal do RS, promovido pela Emater, durante o evento
Hoje não é mais possível falar em produção agrícola e desenvolvimento, sem associá-la ao termo sustentabilidade ambiental. E foi para obter conhecimento sobre o tema e ampliar as discussões que envolvem a legislação ambiental, e o desenvolvimento florestal que a Emater promoveu dentro da Expodireto Cotrijal 2010, o 2 Fórum Florestal do Rio Grande do Sul. O evento aconteceu na quinta-feira (18), no auditório central do Parque. Participaram o presidente da Emater, Mário Nascimento, o secretário da Agricultura, João Carlos Machado, o secretário de Meio Ambiente, Berfran Rosado, e a diretora técnica da Emater, Águeda Mezzomo, além do prefeito de Não-Me-Toque, Antônio Vicente Piva e do presidente do Legislativo do município, Valdir Kirst. As exposições iniciaram com a legislação ambiental e o papel do Estado para o desenvolvimento do setor de base florestal, com o secretário de Meio Ambiente, Berfran Rosado. Para ele "as pessoas vão ter que ajustar o processo produtivo às questões ambientais, por uma questão ética, legal ou comercial. Se não for pelos dois primeiros, que seja pelo comercial, porque os consumidores de hoje estão exigindo esse comprometimento, e eles têm a força de impor estas mudanças". Berfran disse ainda que é importante que as pastas da Agricultura e Meio Ambiente estejam próximas para conseguir construir uma rede para que todo o Estado pense na geração de emprego, renda e produtividade sem esquecer da sustentabilidade ambiental. Hoje são 250 municípios do RS, que fazem licenciamentos ambientais e atendem outras demandas, sendo que no restante do Brasil, são somente 100 cidades que fazem isso, o que mostra o avanço do RS. "Queremos mais, montar conselhos municipais nos que ainda não têm, e criar um fundo de meio ambiente", completa. O coordenador técnico do Programa Florestal RS, Ilvandro Barreto de Melo apresentou o projeto como uma estratégia gaúcha para o desenvolvimento florestal no Estado, que tem o intuito de ampliar e desenvolver ações que fortaleçam a Cadeia Produtiva de Base Florestal, visando o desenvolvimento social, econômico e ambiental do RS. Para o palestrante, "este momento ímpar na história do Estado, merece o empenho de toda a cadeia produtiva da base florestal, para conseguir estruturar uma política forte, capaz de trazer desenvolvimento pautado no equilíbrio social, econômico e ambiental." Melo explicou ainda que dentro do programa os segmentos da cadeia produtiva estão divididos em madeiráveis - serraria, resíduos, laminação, móveis, construção civil, artesanato, energia e celulose - e, não madeiráveis - resinas e óleos essenciais, erva-mate, porongo, biocombustíveis, e frutíferas nativas. A importância destes produtos florestais vêm aumentando a cada ano, especialmente pela sua procura por outros países. Em 2008, as exportações destes produtos somaram 2,3%. E, a perspectiva é de que o comércio mundial dos produtos florestais continue crescendo. Com base nisso, Doádi Brena , doutor em engenharia florestal, representou o presidenta da Ageflor, Leonel Menezes, e proferiu a palestra oportunidades e perspectivas para o setor de base florestal no sul do Brasil, frente ao cenário florestal mundial. De acordo com ele, as tendências para os próximos anos mostram que o comércio internacional crescerá mais rápido que a produção. Também haverá um crescimento da competitividade, e as exigências serão cada vez mais crescentes na questão da qualidade dos produtos, práticas florestais e ambientais sustentáveis, legalidade e critérios sociais. PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS A Emater lançou durante o 2 Fórum Florestal do Rio Grande do Sul, o Programa de Revitalização dos Recursos Naturais no RS. O projeto foi apresentado pela diretora técnica da Emater, Águeda Mezzomo, que disse que ele surgiu através da necessidade de reduzir os impactos das estiagens e enxurradas que causaram perdas nas lavouras, além de prejudicar a infraestrutura dos municípios. O intuito é informar e conscientizar sobre a importância da revitalização e conservação das matas ciliares, florestas e do manejo correto do solo.
Hoje não é mais possível falar em produção agrícola e desenvolvimento, sem associá-la ao termo sustentabilidade ambiental. E foi para obter conhecimento sobre o tema e ampliar as discussões que envolvem a legislação ambiental, e o desenvolvimento florestal que a Emater promoveu dentro da Expodireto Cotrijal 2010, o 2 Fórum Florestal do Rio Grande do Sul. O evento aconteceu na quinta-feira (18), no auditório central do Parque. Participaram o presidente da Emater, Mário Nascimento, o secretário da Agricultura, João Carlos Machado, o secretário de Meio Ambiente, Berfran Rosado, e a diretora técnica da Emater, Águeda Mezzomo, além do prefeito de Não-Me-Toque, Antônio Vicente Piva e do presidente do Legislativo do município, Valdir Kirst. As exposições iniciaram com a legislação ambiental e o papel do Estado para o desenvolvimento do setor de base florestal, com o secretário de Meio Ambiente, Berfran Rosado. Para ele "as pessoas vão ter que ajustar o processo produtivo às questões ambientais, por uma questão ética, legal ou comercial. Se não for pelos dois primeiros, que seja pelo comercial, porque os consumidores de hoje estão exigindo esse comprometimento, e eles têm a força de impor estas mudanças". Berfran disse ainda que é importante que as pastas da Agricultura e Meio Ambiente estejam próximas para conseguir construir uma rede para que todo o Estado pense na geração de emprego, renda e produtividade sem esquecer da sustentabilidade ambiental. Hoje são 250 municípios do RS, que fazem licenciamentos ambientais e atendem outras demandas, sendo que no restante do Brasil, são somente 100 cidades que fazem isso, o que mostra o avanço do RS. "Queremos mais, montar conselhos municipais nos que ainda não têm, e criar um fundo de meio ambiente", completa. O coordenador técnico do Programa Florestal RS, Ilvandro Barreto de Melo apresentou o projeto como uma estratégia gaúcha para o desenvolvimento florestal no Estado, que tem o intuito de ampliar e desenvolver ações que fortaleçam a Cadeia Produtiva de Base Florestal, visando o desenvolvimento social, econômico e ambiental do RS. Para o palestrante, "este momento ímpar na história do Estado, merece o empenho de toda a cadeia produtiva da base florestal, para conseguir estruturar uma política forte, capaz de trazer desenvolvimento pautado no equilíbrio social, econômico e ambiental." Melo explicou ainda que dentro do programa os segmentos da cadeia produtiva estão divididos em madeiráveis - serraria, resíduos, laminação, móveis, construção civil, artesanato, energia e celulose - e, não madeiráveis - resinas e óleos essenciais, erva-mate, porongo, biocombustíveis, e frutíferas nativas. A importância destes produtos florestais vêm aumentando a cada ano, especialmente pela sua procura por outros países. Em 2008, as exportações destes produtos somaram 2,3%. E, a perspectiva é de que o comércio mundial dos produtos florestais continue crescendo. Com base nisso, Doádi Brena , doutor em engenharia florestal, representou o presidenta da Ageflor, Leonel Menezes, e proferiu a palestra oportunidades e perspectivas para o setor de base florestal no sul do Brasil, frente ao cenário florestal mundial. De acordo com ele, as tendências para os próximos anos mostram que o comércio internacional crescerá mais rápido que a produção. Também haverá um crescimento da competitividade, e as exigências serão cada vez mais crescentes na questão da qualidade dos produtos, práticas florestais e ambientais sustentáveis, legalidade e critérios sociais. PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS A Emater lançou durante o 2 Fórum Florestal do Rio Grande do Sul, o Programa de Revitalização dos Recursos Naturais no RS. O projeto foi apresentado pela diretora técnica da Emater, Águeda Mezzomo, que disse que ele surgiu através da necessidade de reduzir os impactos das estiagens e enxurradas que causaram perdas nas lavouras, além de prejudicar a infraestrutura dos municípios. O intuito é informar e conscientizar sobre a importância da revitalização e conservação das matas ciliares, florestas e do manejo correto do solo.
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