Produção de trigo tenta superar dificuldades
09/03/2016
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Alto custo de produção e baixo retorno financeiro deixam produtores apreensivos
O Fórum da Cultura do Trigo, realizado durante a tarde de quarta-feira (9), no Auditório Central do Parque da Expodireto Cotrijal, reuniu especialistas e produtores com o objetivo de discutir a situação da triticultura no Estado. Nos dois últimos anos as safras do cereal não foram satisfatórias para os agricultores. Conforme os produtores que participaram do encontro, a produção de trigo apresenta um custo muito alto, o que dificulta a busca por maior produtividade e qualidade. Segundo Vicente Barbiero, representante da Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Rio Grande do Sul (Acergs), no ano de 2013, apesar de uma safra muito boa, os produtores não conseguiram bons preços para a venda do trigo, com dificuldades para a comercialização. "Foi uma situação atípica. A safra foi, de fato, muito boa, porém enfrentamos problemas em função das barreiras fiscais e da localização do Estado do Rio Grande do Sul, distante entre três e quatro mil quilômetros do centro consumidor, dificultando a logística. Além disso ainda sofremos com a concorrência de quatro milhões de toneladas importadas da Argentina pelo Governo Federal. Precisamos parar de ver o trigo como um prejuízo a ser recompensado pela soja. É preciso que o trigo seja uma fonte de renda para toda a cadeia produtiva", avaliou. Já o economista da Farsul, Antônio da Luz, apresentou aos participantes números da triticultura no Estado nos últimos anos. Os gráficos demonstraram que, comparado a outros países produtores de trigo, o Brasil é o que registra o maior índice de prejuízo na triticultura. Também apresenta os custos mais altos do mundo para o plantio de trigo. "Não é possível competir com alguns países, em função da carga tributária. Soja e milho também apresentam alto custo de plantio, porém, possibilitam um retorno muito maior", afirmou. Quando o fórum abriu espaço para que os produtores pudessem fazer perguntas sobre o assunto, a maior preocupação demonstrada referia-se à necessidade de redução dos custos. De acordo com o economista, o trigo teve o menor crescimento no consumo de cereais. "Isto ajuda a explicar o preço mais baixo. Apesar disso, a previsão para os mercados externos ainda pode ser menos pessimista. "Na Ásia, o consumo deve aumentar cerca de 82%, enquanto na África e na Europa também deve ser registrado aumento, porém, bem menos expressivo" explicou. Fonte: Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal
O Fórum da Cultura do Trigo, realizado durante a tarde de quarta-feira (9), no Auditório Central do Parque da Expodireto Cotrijal, reuniu especialistas e produtores com o objetivo de discutir a situação da triticultura no Estado. Nos dois últimos anos as safras do cereal não foram satisfatórias para os agricultores. Conforme os produtores que participaram do encontro, a produção de trigo apresenta um custo muito alto, o que dificulta a busca por maior produtividade e qualidade. Segundo Vicente Barbiero, representante da Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Rio Grande do Sul (Acergs), no ano de 2013, apesar de uma safra muito boa, os produtores não conseguiram bons preços para a venda do trigo, com dificuldades para a comercialização. "Foi uma situação atípica. A safra foi, de fato, muito boa, porém enfrentamos problemas em função das barreiras fiscais e da localização do Estado do Rio Grande do Sul, distante entre três e quatro mil quilômetros do centro consumidor, dificultando a logística. Além disso ainda sofremos com a concorrência de quatro milhões de toneladas importadas da Argentina pelo Governo Federal. Precisamos parar de ver o trigo como um prejuízo a ser recompensado pela soja. É preciso que o trigo seja uma fonte de renda para toda a cadeia produtiva", avaliou. Já o economista da Farsul, Antônio da Luz, apresentou aos participantes números da triticultura no Estado nos últimos anos. Os gráficos demonstraram que, comparado a outros países produtores de trigo, o Brasil é o que registra o maior índice de prejuízo na triticultura. Também apresenta os custos mais altos do mundo para o plantio de trigo. "Não é possível competir com alguns países, em função da carga tributária. Soja e milho também apresentam alto custo de plantio, porém, possibilitam um retorno muito maior", afirmou. Quando o fórum abriu espaço para que os produtores pudessem fazer perguntas sobre o assunto, a maior preocupação demonstrada referia-se à necessidade de redução dos custos. De acordo com o economista, o trigo teve o menor crescimento no consumo de cereais. "Isto ajuda a explicar o preço mais baixo. Apesar disso, a previsão para os mercados externos ainda pode ser menos pessimista. "Na Ásia, o consumo deve aumentar cerca de 82%, enquanto na África e na Europa também deve ser registrado aumento, porém, bem menos expressivo" explicou. Fonte: Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal
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