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Fórum de Seguros estreia na 26ª Expodireto Cotrijal

Fórum de Seguros estreia na 26ª Expodireto Cotrijal
Grande público acompanhou o 1º Fórum de Seguros da CCSA | Foto: Divulgação Expodireto Cotrijal

Primeira edição mostrou os cenários de crescimento para o setor

O auditório central da Expodireto Cotrijal recebeu, na terça-feira (10), a primeira edição do Fórum de Seguros da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA). Durante o encontro, foram debatidas as dificuldades enfrentadas no setor e os benefícios potenciais da criação de um fundo catastrófico nacional.

"Se nós tivéssemos um fundo de seguro consistente, onde todos pagassem uma parte, com certeza o produtor poderia fazer uma apólice mais barata, ter uma cobertura maior e um risco menor com a seguradora. A gente sabe que quanto mais alto o risco, maior o custo. Então, esse debate é de suma importância", defendeu o presidente da Cotrijal e da CCSA, Nei César Manica, na abertura do evento.

A CCSA, segundo o presidente, é formada por 22 cooperativas, que possuem 210 mil associados, cobrindo 3 milhões de hectares nas culturas de verão e mais de 1 milhão de hectares nas culturas de inverno. "São quatro milhões de hectares em que poderíamos trabalhar com o seguro agrícola. Temos um levantamento apontando que nossos produtores têm 130 mil colheitadeiras e a grande maioria não tem seguro", afirmou Manica.


A importância dos dados

Na sequência do evento, o gerente de pesquisa da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) e da Rede Técnica Cooperativa (RTC), Geomar Corassa, palestrou sobre o tema "Diferenciais tecnológicos do sistema cooperativo em prol do agro gaúcho". O especialista ressaltou que a agricultura do Rio Grande do Sul depende em 50% do clima, 23% do solo, 13% da planta e 14% do manejo.


"Os dados mostram que nos últimos 45 anos, entre 1980 e 2025, nós perdemos ao ano, em média, 32 dias chuvosos. Mas isso não significa que está chovendo menos. O estudo mostra que há uma maior variabilidade climática, o que significa mais dias sem chuva e dias com chuva de alta intensidade. Precisamos nos adaptar a esse cenário", afirmou Corassa.

Corassa salientou que a agricultura não é um lugar para se fazer apostas, mas planejamento. Também orientou os produtores a valorizarem os dados que eles possuem em mãos, pois são essas informações que vão ajudar a entender o que ocorre na propriedade e indicar decisões mais assertivas.


Cenários e perspectivas

O 1º Fórum de Seguros CCSA foi encerrado com o painel "Cenários e Perspectivas do Seguro Agrícola", com a presença do presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e head de agronegócio da Swiss Re Corporate Solutions, Glaucio Toyama; a superintendente de relações com o Poder Legislativo da Diretoria de Relações Institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marianah Villela; o head de agro da ESSOR Seguros, Raul González; o diretor de novos negócios da IRB(Re), João Pinto Rabelo Júnior; e o vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Daniel Nascimento.

Eles debateram sobre a necessidade de ofertar um produto customizado para os produtores; modelos de subvenção em países como Estados Unidos, Índia, China, México e Espanha - e em estados brasileiros como Paraná e São Paulo; e os benefícios que seriam gerados com a criação de um fundo catastrófico nacional, que traria previsibilidade para o mercado e queda na taxa de seguro aos produtores rurais.

Por Maiquel Rosauro | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal



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