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Delegações internacionais fecham acordos e apresentam soluções para mercado brasileiro

Delegações internacionais fecham acordos e apresentam soluções para mercado brasileiro
A Expodireto Cotrijal é considerada uma ponte estratégica para as delegações estrangeiras | Foto: Divulgação Expodireto Cotrijal

Representantes de mais de 70 países participaram das atividades no Pavilhão Internacional

A diversidade de origens e de objetivos é a marca do Pavilhão Internacional da 26ª Expodireto Cotrijal. Representantes de mais de 70 países, dos cinco continentes, passaram pelo espaço entre 9 e 13 de março, em Não-Me-Toque/RS. Representantes de governos, empresas e instituições fecharam importantes acordos de cooperação, além de encontrar parceiros e apresentar tecnologias para o mercado brasileiro.

A Expodireto Cotrijal é considerada uma ponte estratégica para as delegações estrangeiras. Evaldo Silva Júnior, conselheiro da área internacional da feira, explica que a interlocução proporcionada pelo Pavilhão Internacional é um grande diferencial. “Atuamos no sentido de entender as necessidades das delegações e facilitar os contatos”, pontua.

As áreas de interesse para atuação dos países na feira são variadas. Países africanos, por exemplo, vêm para buscar tecnologia para desenvolver a agricultura. “Eles têm solo e clima muito parecidos com os nossos, mas há uma carência grande em termos de maquinário, sementes e outras inovações, que estão muito avançadas no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul”, ressalta.

Nesse sentido, o Brasil é visto como uma referência para o desenvolvimento agropecuário. “O Brasil está entre os principais países do mundo no agronegócio, é uma referência para qualquer país que busca avançar no setor agrícola”, afirma o Embaixador da Tanzânia no Brasil, Dr. John Stephen Simbachawene.


Nigéria

Dentre os destaques do Pavilhão Internacional, junto aos países africanos, está o fechamento de acordos de cooperação e de transferência de tecnologia com expositores da feira. A maior delegação, a Nigéria, contou com 32 integrantes e assinou um dos principais acordos de cooperação da feira.

“Assinamos um acordo de parceria com uma empresa que fornecerá equipamentos de mecanização para nossos agricultores. Em seguida, vamos realizar a capacitação dos produtores”, explicou o presidente da Associação dos Produtores da Nigéria, Farouk Rabiu Mudi. O representante nigeriano também ressaltou que a entidade será responsável por ampliar o alcance da tecnologia. “Nós vamos comercializar esses equipamentos para nossos agricultores, mas também para outros países da África”, afirmou.


Energia renovável

A China, uma das maiores potências mundiais e grande parceira comercial do Brasil, trouxe a segunda maior delegação, com 20 representantes. Entre as empresas que fazem parte da comitiva, estão fabricantes de drones, baterias e equipamentos eletrônicos, como bicicletas e motos. “Nós viemos pela oportunidade de encontrar parceiros em áreas agrícolas”, disse William Piao, da SkyCanvas Drone, representando a delegação.

O fornecimento de baterias e equipamentos movidos à essa energia renovável está entre os principais objetivos do grupo, principalmente considerando os desafios ligados ao óleo diesel e à gasolina, fontes não renováveis de energia. “Acreditamos que baterias e eletrônicos podem ajudar as pessoas que trabalham na agricultura a ter mais lucro”, explica Piao.


Tecnologia alemã

Entre os estrangeiros presentes na Expodireto, também tem quem busque comercializar tecnologias diretamente para o mercado brasileiro. A Urban, da Alemanha, oferece equipamentos semiautomáticos e automáticos para a alimentação de vacas, carneiros e cabras.

A empresa, que já participou em edições anteriores da Expodireto, está buscando restabelecer uma rede de contatos no Brasil para o fornecimento das tecnologias. O acordo entre Mercosul e a União Europeia, assinado em 17 de janeiro de 2026, está entre os atrativos para a companhia. “O acordo foi uma das razões para voltarmos a buscar negócios no Brasil. Achamos que a redução dos custos vai nos ajudar muito. Para nós, que trabalhamos com máquinas, o acordo é muito bom, é uma vantagem”, avalia Ralf Mühlenstedt, gerente de vendas da Urban.

Por Bruna Scheifler, Jéssica Gomes e Mariliane Cassel | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal


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