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Ana Amélia discute política e agricultura

Ana Amélia discute política e agricultura
15/03/2011 noticias
"O agricultor brasileiro é um preservacionista", afirma a senadora da república durante o Fórum Nacional da Soja

A primeira palestra do evento foi a da senadora Ana Amélia Lemos sobre o tema "O agronegócio e as prioridades do novo governo". Presente pela décima vez no Fórum, Ana Amélia comentou o cenário atual da agricultura brasileira, que apresenta, de um lado, uma super-safra em termos de produtividade e de desempenho tecnológico, especialmente nas lavouras de soja e de milho, e, de outro, um grave dilema que depende de decisões políticas e que Ana Amélia compara com o vivido na última década, sobre a discussão dos transgênicos. Desta vez, a questão em pauta é a do Código Florestal. Sobre este assunto, a senadora comenta que "não há critérios lógicos de estabelecer índice de produtividade para as áreas rurais já que o nosso produtor está revelando, pelos números da safra 2010/2011 uma grande capacidade de adoção de uma tecnologia moderna preservacionista". Ela justifica essa afirmação através da forma como age o agricultor que usa plantio direto, agricultura de precisão, biotecnologia para melhorar o desempenho da terra, que tem informação, e, principalmente, que conseguiu chegar a 154 milhões de toneladas com praticamente a mesma área de produção. Ainda sobre esse embate de proteção ao meio ambiente e ao agricultor, Ana Amélia acrescenta que "é preciso avançar ainda mais, melhorar o ambiente das nossas cidades, a emissão do dióxido de carbono liberado pelos carros contamina o meio ambiente, envenena o ar, leva as pessoas aos hospitais, e ainda ficam preocupados em punir o produtor rural, como se a poluição no Brasil fosse da lavoura, que produz o café da manhã, o almoço e a janta dos brasileiros, o agricultor é um preservacionista." A senadora apresentou dados que mostram que os governos dos países da América Latina dão uma atenção desproporcional em relação à economia agrária, preocupando-se mais com consumo e inflação e menos com o agricultor. Há, também, a falta de uma visão a longo prazo do governo, de uma política agrícola sustentável e de uma logística mais eficiente, mais barata e voltada ao produtor rural. Já sobre o novo governo, Ana Amélia comenta que "até agora o governo não se manifestou o que vai fazer em relação à política agrícola. Os últimos governos não tinham uma política consolidada, uma política agrícola, tem um plano safra que fala sobre recursos disponibilizados, mas não diz nada a respeito de logística, tributação, custo financeiro para o produtor".


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