Proposta para Lei de Cultivares mais atrapalha do que ajuda
11/03/2016
noticias
A opinião é de entidades que participaram do Fórum Soja Brasil, na tarde desta quinta-feira, 10
A Lei de Proteção de Cultivares, projeto que será retomado na próxima semana, na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi tema do 4 Fórum Soja Brasil na safra 2015/2016, nesta quinta-feira, 10, na Expodireto Cotrijal. Para todos os elos da cadeia produtiva a atual proposta não atende as demandas do agronegócio brasileiro. Participaram do debate pesquisadores, produtores rurais, a indústria de sementes e deputados. A principal alteração, e a mais polêmica, é o pagamento de royalties sobre o germoplasma na hora de guardar a semente para uso próprio e de quanto será esse valor? Para as entidades, o relatório do deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT) mais atrapalha do que resolve os problemas de remuneração da pesquisa e de desenvolvimento de novas cultivares. O chefe-adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, Alexandre Cattelan, revelou que 30% da área plantada leva semente salva, o que desestimula a pesquisa. A defesa da Embrapa é para que o agricultor possa salvar a semente por quatro safras e não apenas por um ano como prevê a atual proposta. A empresa de pesquisa entende ainda que os agricultores familiares, indígenas e quilombolas deveriam ser isentos do pagamento de royalties. "O que precisa ficar bem claro é como serão recolhido os royalties. Quanto será destinado para a pesquisa pública e para a pesquisa nacional", observou Cattelan. A Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul (Aprosoja-RS) defende a criação de um fundo para cada cultura e do tamanho da colheita, para recolher o pagamento dos royalties para a pesquisa e tecnologia. "Não podemos criminalizar o produtor. Devemos pagar royalties do que é justo pelas sementes, mas sem mecanismos que imponham limites de utilização em cima da moega. A proposta atual não atende nem sementeiros e nem produtores", disse o presidente Décio Teixeira. Já o presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), José Américo Pierre Rodrigues, acredita que não será possível limitar o uso de sementes salvas apenas para os agricultores familiares. "Entendemos que é importante uma discussão sadia com todos os elos da cadeia para que cheguemos ao melhor resultado para todos, pois é uma lei que vai tratar de mais de 150 espécies e não apenas da soja. Esperamos bom senso entre os envolvidos", argumentou. O diretor-executivo da Associação dos Produtores de Soja do país (Aprosoja Brasil), Fabrício Rosa, entende que é preciso uma discussão mais profunda para se achar um modelo de cobrança que atenda a cadeia e sem burocracia. Lei hoje - A legislação vigente dá ao produtor rural a liberdade de comprar sementes (germoplasma), plantá-las e salvar uma parte delas para plantios seguintes, independentemente do número de safras e tamanho da área plantada. Comissão especial - O debate na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, teve a presença de três deputados federais que fazem parte da Comissão Especial que discute o projeto na Câmara dos Deputados: Luis Carlos Heinze (PP-RS), Alceu Moreira (PMDB-RS) e Jerônimo Goergen (PP-RS). Para os parlamentares, da forma como está, o PL 827/2015 não será aprovado. "Existe a possibilidade do projeto ser votado em abril. "Misturar lei de cultivares com lei de sementes e lei de patentes, não serve. Esse 'remendão' não nos serve", criticou Heinze. "Temos que fazer uma legislação sustentável, que o produtor pague um valor de royaltie compatível com o custo", complementou Alceu Moreira. Fonte: Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal
A Lei de Proteção de Cultivares, projeto que será retomado na próxima semana, na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi tema do 4 Fórum Soja Brasil na safra 2015/2016, nesta quinta-feira, 10, na Expodireto Cotrijal. Para todos os elos da cadeia produtiva a atual proposta não atende as demandas do agronegócio brasileiro. Participaram do debate pesquisadores, produtores rurais, a indústria de sementes e deputados. A principal alteração, e a mais polêmica, é o pagamento de royalties sobre o germoplasma na hora de guardar a semente para uso próprio e de quanto será esse valor? Para as entidades, o relatório do deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT) mais atrapalha do que resolve os problemas de remuneração da pesquisa e de desenvolvimento de novas cultivares. O chefe-adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, Alexandre Cattelan, revelou que 30% da área plantada leva semente salva, o que desestimula a pesquisa. A defesa da Embrapa é para que o agricultor possa salvar a semente por quatro safras e não apenas por um ano como prevê a atual proposta. A empresa de pesquisa entende ainda que os agricultores familiares, indígenas e quilombolas deveriam ser isentos do pagamento de royalties. "O que precisa ficar bem claro é como serão recolhido os royalties. Quanto será destinado para a pesquisa pública e para a pesquisa nacional", observou Cattelan. A Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul (Aprosoja-RS) defende a criação de um fundo para cada cultura e do tamanho da colheita, para recolher o pagamento dos royalties para a pesquisa e tecnologia. "Não podemos criminalizar o produtor. Devemos pagar royalties do que é justo pelas sementes, mas sem mecanismos que imponham limites de utilização em cima da moega. A proposta atual não atende nem sementeiros e nem produtores", disse o presidente Décio Teixeira. Já o presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), José Américo Pierre Rodrigues, acredita que não será possível limitar o uso de sementes salvas apenas para os agricultores familiares. "Entendemos que é importante uma discussão sadia com todos os elos da cadeia para que cheguemos ao melhor resultado para todos, pois é uma lei que vai tratar de mais de 150 espécies e não apenas da soja. Esperamos bom senso entre os envolvidos", argumentou. O diretor-executivo da Associação dos Produtores de Soja do país (Aprosoja Brasil), Fabrício Rosa, entende que é preciso uma discussão mais profunda para se achar um modelo de cobrança que atenda a cadeia e sem burocracia. Lei hoje - A legislação vigente dá ao produtor rural a liberdade de comprar sementes (germoplasma), plantá-las e salvar uma parte delas para plantios seguintes, independentemente do número de safras e tamanho da área plantada. Comissão especial - O debate na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, teve a presença de três deputados federais que fazem parte da Comissão Especial que discute o projeto na Câmara dos Deputados: Luis Carlos Heinze (PP-RS), Alceu Moreira (PMDB-RS) e Jerônimo Goergen (PP-RS). Para os parlamentares, da forma como está, o PL 827/2015 não será aprovado. "Existe a possibilidade do projeto ser votado em abril. "Misturar lei de cultivares com lei de sementes e lei de patentes, não serve. Esse 'remendão' não nos serve", criticou Heinze. "Temos que fazer uma legislação sustentável, que o produtor pague um valor de royaltie compatível com o custo", complementou Alceu Moreira. Fonte: Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal
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