Produtores contestam corte no orçamento do seguro rural

Produtores contestam corte no orçamento do seguro rural
11/03/2016 noticias
Comissão de Agricultura do Senado realizou audiência pública para discutir a questão\n
A Comissão de Agricultura do Senado Federal realizou na tarde de sexta-feira (11) uma audiência pública voltada para a discussão sobre os cortes do Governo Federal no orçamento do seguro agrícola. Em fevereiro, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, anunciou um corte de 53,98%, reduzindo o recurso disponível de então R$ 751 milhões para R$ 400 milhões. Em função do corte, a Comissão presidida pela senadora Ana Amélia Lemos propôs o debate no Auditório Central do Parque da Expodireto Cotrijal. O evento contou com a presença de, além da senadora, o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, representantes do Ministério da Agricultura, Câmara Federal, Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg), seguradoras dentre outros. Segundo Vitor Augusto Ozaki, representante do Ministério da Agricultura, é preciso esclarecer as diferenças entre o seguro agrícola propriamente dito e a subvenção do Governo, que seriam coisas distintas. "É importante separar o que é a subvenção e o que é o seguro. A subvenção faz parte da política agrícola do Governo. Ela é uma forma de reduzir a taxa do seguro, é o preço que se paga por ele, mas algumas dessas taxas estavam excessivamente altas", explicou. Já o representante da CNSeg, Wady José Mourão Cury, reiterou a questão climática, que apresenta muitas mudanças repentinas e acaba incidindo diretamente no resultado obtido pelo produtor. "Nós temos seca em alguns estados, chuva em excesso em outros, granizo, vento. Se para vocês, produtores, o seguro rural é uma garantia, para nós das seguradoras também é um sinônimo de proteção, sem ele não é possível dar continuidade e sustentar este programa que é extremamente necessário", disse. A Constituição de 1988 prevê que o seguro agrícola é um instrumento de política agrícola. No anúncio do corte do orçamento ainda em fevereiro, a ministra Kátia Abreu afirmou também que os R$ 400 milhões disponíveis para o seguro serão suficientes para cobrir os eventuais danos à produção. Fonte: Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal


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