Fórum debate o passado e o futuro do trigo

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Fórum debate o passado e o futuro do trigo

O auditório central lotado recebeu, na tarde de quarta-feira (7/3), na Expodireto Cotrijal, três palestrantes no Fórum da Cultura do Trigo: o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antonio da Luz; o analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, e o pesquisador em Sistemas de Produção da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Trigo), João Leonardo Fernandes Pires passaram importantes informações ao público presente.

Pires destacou que apesar das limitações, o trigo é importante para o sistema de produção. “Nós temos discutido, ao longo da Expodireto, a importância do trigo para a própria soja, que é a vedete, e vai continuar sendo, mas ela não pode viver sozinha. O trigo é uma cultura que sabemos fazer, que tem tecnologia, e tem cada vez mais diminuído a sua área de produção. Mas tratamos aqui, em específico, sobre uma possibilidade de usar o trigo para exportação”, sintetizou.

Foram apresentados os resultados de alguns trabalhos feitos ao longo dos anos de 2016 e 2017, pela FecoAgro, que buscam identificar cultivares e práticas de manejo que possam estimular a produção de trigo. O estudo engloba ainda a organização do sistema para exportação de trigo para mercados do Norte da África e da Ásia e também uma possibilidade que se abriu de utilizá-la no Estado para a produção de ração.

Exemplo russo

Luiz Carlos Pacheco sugeriu um planejamento para o trigo para os próximos 10 anos, seguindo o exemplo russo. “A Rússia fez um planejamento de 20 anos para expandir as exportações. Em 2001, exportava 1,2 milhão de toneladas de trigo e fez um planejamento para exportar 35 milhões em 20 anos. Em 15 anos – ou seja, cinco anos antes do planejado, já atingiu 45 milhões de toneladas. É uma coisa pensada, planejada e pautada para que acontecesse. Tenho certeza que se nós, no Rio Grande do Sul, fizermos isto também, vamos reativar o plantio e a área de trigo que merecemos”, destacou.

Ao público foram apresentados vários números, análises e comparações da cultura do trigo no Brasil com outros lugares do mundo, como em relação aos países do Mercosul e europeus. A constatação é que o Brasil registra a média mais baixa de produtividade, em comparação com outros países, e o Brasil é um dos mais caros do mundo na produção de trigo. “Nós sempre teremos problemas de comercialização enquanto o nosso custo de produção for mais alto que o do restante do mundo, que é o que vem acontecendo”, alertou Antonio da Luz.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal

2018-03-08T10:07:24+00:00 7/março/2018|Áudios, Edição 2018, Notícias|0 Comentários

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